quarta-feira, 15 de julho de 2009

só mais um sórtido poema

Entre as sombram pelas quais veleja meu sombrio espirito
graves são os sentimentos sórdidos que eles entregam ao meu
putefrato corpo cansado.
Me esguio de sentimentos maliciosos e fúnebres
mas a raiva e o desleixo que sinto pelo ser-humano é mais forte
do que a compaixão e o carisma.
Assim como dizia o ilustre poeta
“O mundo é um grande saco de bosta se rasgando”
E não quero participar dessa disseminação de estupidez
e falência intelectual desses indivíduos.

Ampute meus braços para que eu não possa bater na ignorância
corte-me a língua para eu não entregar os podres de todos a todos
e por fim
Queime meus olhos antes que eu veja o fim dos poucos inocentes

domingo, 12 de julho de 2009

JUSTIFICATIVAS

Vem me falar de seu novo amor
Como se me dar satisfações,
Fosse suficiente para eu deixar de te amar.

Faz tempo eu sei, mas amar é
Irracional, e não sei por que te quero.

Não justifique ao sol,
Porque ele precisa do eclipse.
Não justifique a lua, porque ela não tem
Brilho próprio.

É bom ter sua confiança e cumplicidade...
Mas seria melhor,
Se ao invés disso, eu tivesse você.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Depois de um olhar

Assista-me,
Se atraia pelo meu olhar.
Logo depois se apaixone involuntariamente.
Aproveite, role, me gire no chão.
Envolva-se, desespere-se.
Prove do meu amargo mel,
E depois de uma noite de êxtase,
Morra!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

SEIS ANOS E MEIO

Tudo começa numa manhã clara, porém fria, de julho. Nosso herói (Celso) levanta-se pontualmente as sete da amanhã, e põem seus chinelos. Depois de mais uma noite igual às outras sem nada de especial, escova seus dentes como de costume e coloca sua roupa para o trabalho. Está atrasado como de costume, pega uma maçã grande e bem vermelha e vai comendo-a pelo caminho. Pega o ônibus das sete e quarenta e cinco, como tenha feito todos os dias úteis de sua vida nos últimos seis anos e meio. Chega em seu escritório e pontualmente, e vai direto a maquina de café, pegar seu mokatino com bastante açúcar, como faz todos os dias úteis de sua vida nos últimos seis anos e meio. Nada acontece de inusitado, Celso não encontra aquela que seria o amor de sua vida, Celso não salva um garotinho de ser atropelado por um ônibus.
Após um dia rotineiro de trabalho, sai de sua salinha, vai até a maquina de café, e pega outro mokatino, apanha sua pasta, e volta para casa. No caminho passa por um padaria onde compra dois pães, queijo, e presunto, o que seria sua janta. Assim faz todos as terças-feiras de sua vida nos últimos seis anos e meio. Chega em casa, e não tem nenhuma carta de alguma admiradora secreta de baixo de sua porta. Após entrar em seu apartamento, faz o que sempre faz, e vai dormir sozinho, finalizado mais um dia igual a todos os outros de sua vida dês de que saio de casa para trabalhar na cidade grande há seis anos e meio.
Quando acorda naquela quarta-feira nublada, sem te como se nada de mais fosse acontecer, assim como nos últimos seis anos e meio de sua vida. Porém Celso estava totalmente errado. Depois de por os chinelos, as sete da manhã, escovar seus dentes, colocar seu terno para o trabalho e de pegar a última maça do cesto, dirige-se para o elevador de seu prédio onde se depara com uma linda loira de olhos azuis e cabelos levemente ondulados. Sente-se estranho, pois nunca tinha visto aquela moradora, talvez seja por que nunca havia comparecido as reuniões dos moradores do prédio e nunca tinha se relacionado com algum deles. Ela pergunta espontaneamente as horas, e afirma em seguida, que estava atrasada. Por algum motivo estranho, aquela desconhecida começa lhe contar de sua vida, como se fossem por muito tempo amigos. Diz que trabalha muito, sai de casa muito cedo, chega tarde, e passa os finais de semana em Santa Horta, uma cidadezinha vizinha onde moram seus pais. O que explicava nunca terem se visto, afinal seus horários nunca se cruzavam.
Quando chega no trabalho e vai como de costume para a maquina do café, ao invés de pensar no que tinha para fazer em seu escritório, como fazia há seis anos e meio, em todos os dias úteis de sua vida, o protagonista só conseguia pensar na irreverência daquela moça jovem e bela a qual ele havia conhecido naquela manhã de julho. Vai para sua sala e quase não consegue se concentrar, pois as lembranças de cada parte de seu corpo, dos detalhes de seu sorriso, seu cabelo sedoso, e sua voz, aquela voz que ele gostaria de ouvir toda vez que acordasse de manhã, e disse-se a ele um simples “bom dia”. Pensou que pela primeira vez em seis anos e meio teria a oportunidade de ser feliz, e sair daquela depressiva rotina.
Sai do escritório mais feliz do que de costume, afinal, estava decidido que depois de seis anos e meio trancado em um casulo que ele mesmo criara, finalmente viveria sua vida.
Iria vigiar o horário que ela saia todos os dias, para poder coincidir seus horários de saída, e assim ter mais oportunidades de encontrar ela. Compraria flores para ela. A agradaria com chocolates, e diria a ela como seu lindo sorriso fazia sua manhã melhor.
Porém nenhum de seus planos pode ser concluído, já que, logo de saiu do prédio empresarial onde trabalhava, vê um menino que acabara de cair de bicicleta no meio da rua, e corre para salvá-lo, e assim que empurra o menino para fora da rua, um ônibus o acerta, arremessando-o por mais de três metros e o matando na hora, impedindo que realizasse algo de diferente de sua rotina diária de seus últimos seis anos e meio de vida.
Pelo menos o que me conforta, caro leitor, é que o último ato de Celso foi fora de sua sufocante rotina, que o envolvia depressivamente a muito tempo, fazendo-o morrer de um modo completamente diferente do que ele já havia feito nos últimos seis anos e meio de sua pacata vida.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Conselhos para que?

A poucos dias me deparei com uma infeliz pergunta da minha mulher: “que roupa eu coloco?”. Foi nessa hora que a primeira coisa que procurei foi uma faca pra enfiar no meu pulso, mas não havia nenhuma por perto, procurei também uma corda pra envolver meu pescoço, mas também não achei. Foi então que me restou fazer a pior coisa possível: responder a temível pergunta.
Desde os primórdios, independente da classe social, raça, ou tamanho dos seios, toda mulher sofre com indecisões: Indecisa sobre que roupa por, sobre que batom usar, sobre que cara sair, qual sutiã por, e assim por diante. Todo ser vivo sofre com momentos de indecisão, o cachorro as vezes não sabe se segue seu rabo, ou o carteiro... O beija-flor não sabe se vai escolher a rosa, ou o jasmim... O goleiro na hora do pênalti não sabe se vai escolher se atirar para a direita ou para esquerda... O homem não sabe se vai ser advogado, ou administrador, e assim sucessivamente; porém, a mulher, esse ser de complexidade extrema, faz de suas indecisões tragédias, tão trágicas quanto uma batalha de gladiadores, tornando até mesmo suas dúvidas, motivos para ir no analista.
Você homem, caro leitor, já deve ter se deparado com o momento em que uma mulher lhe pergunta sua opinião, seja sobre o que comer, vestir, usar ou afins, bom vou lhe esclarecer uma coisa, depois de muitos anos de experiência com o sexo oposto, e de inúmeros casos parecidos como aquele que descrevi no início desta singela crônica, quando uma mulher pergunta sua opinião, ela não quer uma opinião formada e esclarecedora para dar uma luz a indecisão dela e a ajudar na escolha, ela simplesmente quer uma opinião qualquer para que possa questionar e lhe mostrar que sua decisão é tão importante quanto a morte de um carrapato nos emirados árabes.
Em suma, chegamos a uma simples pergunta sobre o quadro que envolve nós homens: “dar conselhos pra que?”. É fácil a resposta: Pelo único fato de que somos homens, e assim como respirar, comer, e beber um goró no final de semana, precisamos das mulheres para sobreviver, e ao invés de tentar suprir a necessidade que temos do sexo oposto por outra coisa, é muito mais simples, toda vez que formos atacados com uma pergunta dessas, antes que tenhamos uma crise psicótica, é só visualizar um campo florido, respirar bem fundo, por um sorriso no seu semblante, e responder a 1ª coisa que vier a sua cabeça, a final, seja o que você responder, será questionado e provavelmente negado.